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Como estimular a fala do bebê. (Parte 3)

Conversar, conversar, conversar

Conversar com a criança desenvolve sua capacidade de expressão verbal. Converse sobre o que está fazendo, converse durante as refeições. Enquanto dá banho no bebê, nomeie as partes do corpinho dele. Enquanto passeia, fale sobre as coisas que vêem. Ou converse sobre algum assunto que interesse ao bebê, como um brinquedo, os avós, ou um bichinho de estimação.

O que diz a pesquisa cerebral

O tamanho do vocabulário de uma criança de dois anos está intimamente relacionado a quanto um adulto conversa com ela. Aos 20 meses, as crianças de mães conversadeiras têm em média 131 palavras a mais do que crianças de mães mais caladas. Aos dois anos, a diferença mais que dobra, chegando a 300 palavras.

Nota: se você conversa bastante com seu filho, mas acha que ele apresenta atraso na fala, procure orientação de uma fonoaudióloga especializada em atendimento infantil. Mas lembre-se de que é importante procurar um excelente profissional. Converse com o seu médico a respeito.

Como estimular a fala do bebê. (Parte 2)

Faça Isso

1) Sempre preste atenção aos sons que o bebê faz;
2) Olhe-o, enquanto ele fala;
3) Responda ao que o bebê está dizendo;
4) Receba com entusiasmo cada esforço que ele faz para falar;
5) Atribua significado àqueles sons específicos que ele diz repetidamente (por ex., se ele diz com frequencia o som "mo", atribua a esse som o significado "mamãe". Toda vez que ele pronunciar "mo", atenda como se ele estivesse chamando por você: "Que foi? Chamou a mamãe? A mamãe tá aqui"). Atribua significado a outros sons que o bebê costuma repetir;


Não Faça Isso

1) Não fale "tatibitate" com o bebê;
2) Não ignore o bebê;
3) Não deixe de responder aos seus sons;
4) Não imite nem faça gracejos com os sons que ele faz ( OBS: muitos cientistas discordam, e recomendam que os pais imitem os sons do bebê. Terá de decidir o que achar melhor para seu bebê.);
5) Não corrija a pronúncia dele;
6) Não tente forçá-lo a responder

Como estimular a fala do bebê. (Parte 1)

Nesta nova série, vamos abordar alguns exercícios que podem ajudar na aquisição da fala. Todas as atividades serão embasadas nem uma recente pesquisa científica.

A atividade abaixo foi retirada do livro 125 Brincadeiras para Estimular o Cérebro do seu Bebê.


Formiga no pé

Cante ou recite os seguintes versinhos:

Fui ao mercado comprar café (limão/jerimum/giz)
E uma formiguinha subiu no meu pé, (mão, bumbum, nariz)
Eu sacudi, sacudi, sacudi,
E a formiguinha caiu aqui.



• Toque o pé, mão, bumbum, nariz do bebê, ao dizer as palavras.
• Depois repita com outros nomes.
• Essa é uma experiência maravilhosa de linguagem.


O que diz a pesquisa cerebral

Uma criança com quem conversam com frequência e sensibilidade, tem maiores chances de desenvolver uma linguagem complexa mais cedo.
É de suma importância recitar versinhos, pois as rimas e repetições de palavras, bem como a musicalidade inerente aos versos, fazem com que o cérebro do bebê registre as informações linguísticas de modo privilegiado.

As emoções podem influenciar na maneira de como você se alimenta.

O Neuropsiquiatra Sidney Chioro, de São Paulo, calcula que 95% das mulheres saudáveis engordam porque comem para suprir emoções, uma espécie de compensação que, na realidade, só traz prejuízo.

Mesmo que a fome "física" esteja presente, existem outros "gatilhos" de caráter psicológico.

Não rara às vezes a comida surge como resposta, como fuga ao desconforto causado pelas sensações de medo, stress, culpa, ansiedade, raiva, solidão, tristeza, sensação de incompetência, baixa auto-estima, medo de falhar, expectativas frustradas, medo de ser rejeitado, vazio existencial, etc.


As emoções mal direcionadas podem boicotar por anos seu sonho do peso “ideal”, estimulando até mesmo o efeito sanfona.

Além de malhar e comer corretamente, atentar ao que passa na sua cabeça, diariamente, é tática das mais eficientes para garantir o sucesso da sua dieta.

É necessário identificar o que leva este paciente a comer da forma que come, bem como, é preciso aprender a reagir corretamente a cada sentimento.

Mas não esqueça que o excesso de peso deve ser tratado por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, nutricionista, preparador físico, médico, etc)

O tratamento do excesso de peso envolve, essencialmente, o conhecimento de si próprio o controle de suas emoções, a reeducação alimentar e o aumento da atividade física. Em casos mais graves de obesidade, muitas vezes, é necessário a intervenção medicamentosa, bem como a intervenção cirúrgica.

Cabe aqui ressaltar que estamos falando de obesidade de origem emocional, ou seja, aquela que você já realizou todos os tipos de exames médicos e nenhuma patologia, como tireóide, problemas hormonais, etc., foi diagnosticada como causadora do aumento de peso, ainda que esse tipo de obesidade, também demande acompanhamento psicológico.

Portanto, como vimos, associado ao modo de vida e a hereditariedade temos a parte psicológica que, também, influencia no modo como você se relaciona com a comida, assim sendo, fique atenta ao que passa em sua “cuca”, na psicoterapia busca-se em sua história de vida conteúdos, pensamentos e aprendizagens que levam a este comer exagerado e a partir do diagnóstico é possível traçar estratégias de mudança. Dê adeus à gordura emocional, Fique mais leve no divã!

A lei da palmada e a educação dos filhos.

Entrevista concedida pela Psicóloga Joselaine Garcia, CRP 07/18433.

O que você pensa sobre a Lei da Palmada, que proíbe agressões em crianças e adolescentes?
No meu ponto de vista a lei da palmada tem aspecto positivo e negativo: 
O aspecto positivo é que chama atenção para o fato de que a educação tem que ser diálogo, não violência. Os pais necessitam ter o exercício do diálogo e compreender que a violência não pode fazer parte da educação. A discussão provocada por essa medida é interessante para que a sociedade avalie a violência cometida contra a criança dentro de muitos lares de forma “educativa”.

O aspecto negativo é que intervém na intimidade da família, fazendo com que os pais hoje fiquem na dúvida de como agir como pais e pequem na permissividade. Portanto, ainda que o intento da lei possa ser boa, entendo que existam maneiras muito mais pedagógicas e inteligentes de fazer os pais educarem corretamente os filhos.

Você acredita que umas “palmadinhas” possam ou não ajudar na educação?
Raramente os pais se atêm a apenas uma palmada. Comumente quem dá a palmada, não dá apenas uma, mas sim duas, três, quatro. Uma “palmadinha” não é o problema, a palmada passa a ser um problema quando se torna a principal forma de comunicação dos pais com os filhos. A palmada não é a melhor forma de educar. A criança aprende pelo exemplo, e quando a gente bate, a lição que a criança aprende é que a forma de resolução dos conflitos é agredindo fisicamente. Impor limites não necessariamente tem como único caminho a palmada.


Você acha que esse tipo de Lei pode tirar a autoridade dos pais com relação aos filhos?
Eu acredito que sim, penso que a medida possa suscitar uma sensação de impunidade nas crianças e nos adolescentes, hoje infelizmente só há cobrança e divulgação dos direitos das crianças e adolescentes, mas não há cobranças e divulgação dos deveres, destarte acredito que com essa lei pais e mães perdem seus lugares no exercício da autoridade parental.
Penso que antes de se criar leis é necessário educação e orientação, é muito importante educar os pais para eles assumirem a responsabilidade da educação dos filhos com autoridade legitima, não com autoritarismo.
O “ideal” é não precisar bater, e que a ordem, a autoridade dos pais seja compreendida pela criança pela voz, pelo olhar, não pela força, com uns ajustes as coisas podem seguir outro rumo. Hoje os pais estão perdidos na forma de educar, por isso mais do que criar leis, acredito no poder Estado de ensinar. Campanhas que auxiliem a sociedade a pensar em outra formas de educar e por limites, em como os pais podem exercer a autoridade sem autoritarismo ou violência são muito mais eficazes do à criação de leis.

É possível educar um filho sem palmadas ou algum tipo de agressão? Como?
Claro que sim, é certo que a educação é um processo longo e exigente, para o qual não há receitas prontas, mas os pais devem educar, ou construir o seu modo de educar pautado em valores e princípios éticos.
A força física apenas gera medo e o medo faz obedecer, mas não transmite princípios, nem impõe respeito.
Educar é também dar exemplos e assim direcionar os filhos para um bom desenvolvimento emocional e para isso é imprescindível, os pais terem consciência do seu próprio funcionamento, ou seja, o que faz, para que faz e não só o porquê faz.
Portanto direcione seu filho dando exemplos, ensine sendo e aprenda fazendo, não adianta o adulto almejar educar a criança se ele mesmo não lida bem com suas limitações. De nada vale expor as regras para seus filhos, esclarecer as causas e as consequências, se você mesmo, como adulto, diz uma coisa e faz outra. A criança percebe de imediato a dicotomia entre a palavra e a atitude.
Ter paciência, colocar limites e regras e conversar com seu filho, com certeza trarão mais bem estar e confiança entre pais e filhos. Quem educa com amor, ensina o amor.

O que geralmente acontece quando os pais decidem pelas palmadas, é a perca da paciência?
Quando os pais usam da agressão física para educar ou da psicológica para educar é porque algo já não vai bem, a autoridade dos pais não está compreendida na mente da criança ou adolescente. E isto necessita ser refletido pelo adulto no sentido de procurar entender o que esta errado, onde estão ficando lacunas para esta deficiência da autoridade, o que o filho esta buscando com tal pratica. Estas ponderações auxiliam extremamente no transcurso do desenvolvimento da relação pais e filhos.

As ‘palmadinhas’ podem causar algum trauma na criança? Por quê?
Uma leve palmadinha não, mas uma, duas, três... e quando essas palmadas se tornam a única forma de intervenção sim, pois a criança vai apreender que os conflitos são resolvidos com agressões físicas. Muitas vezes o ato repetitivo da agressão pode levar a criança ou adolescente a sentir raiva do adulto e aprender que a força é um meio cabível de alcançar o que quer. A agressão física pode diminuir a autoestima, aflorar sua agressividade, seu medo e insegurança.


Qual é a melhor maneira de repreender uma criança quando faz algo errado sem causar quaisquer transtornos a ela?
É imprescindível manter a calma, corrigir o comportamento com voz firme, autoridade e convicção de sua atitude. Quando a criança se comporta mal, deve ser proibida de fazer algo que gosta, perder algum privilégio, use o castigos, mas estes tem que ser condizente e de acordo com idade da criança ou adolescente, nunca aplique castigos que não serão possíveis de serem cumpridos, tem que haver ponderação. É imprescindível não voltar atrás no castigo ou ordem dada, as crianças devem compreender que todos os seus atos tem uma consequência.

A criança/adolescente pode se tornar uma pessoa violenta por isso?
Sim, mas quando a palmada se torna a principal forma de comunicação dos pais com os filhos. Educamos pelo exemplo, normalmente os comportamentos dos pais são notados e repetidos por suas crianças.

Como você acredita que deva ser uma relação familiar, qual o papel do pai e da mãe?
Para ter uma relação de qualidade com os filhos é imprescindível que os pais ouçam os seus filhos, que os compreendam, que entrem no seu mundo e que partilhem, façam com eles. Que pais e filhos se permitam a uma relação próxima, de intimidade, onde haja empatia, confiança e segurança. Demonstre orgulho, elogie quando as coisas vão bem, pergunte ao seu filho como foi o seu dia, as crianças vão sentir que tem valor, se são estimulados a contar o que aconteceu durante o dia, perguntar como foi seu dia e parar para escutar a resposta não demanda muito tempo.
Comunique-se com seu filho, uma boa comunicação entre pais e filhos exige em primeiro lugar, traduzir o amor, respeito, confiança, atenção e atender as suas necessidades básicas.
Comunicar-se com os filhos é dar apoio, conhecer as suas dificuldades, verificar pelo que eles estão passando, estimulando suas potencialidades, dando liberdades e incentivo, e respeitando os sentimentos da criança.
O mais adequado é dar atenção à criança antes que ela comece a se comportar mal, procure estar com a criança, durante um tempo saudável, de qualidade, isso faz com que ela se sinta amada, querida e certamente diminui a frequência dos comportamentos inadequados da criança.

Os efeitos e consequências do consumo abusivo do álcool por mulheres.


A grande maioria dos jovens gosta de baladas, aliás quem não adora se divertir? Mas é necessário ter cuidado com o uso excessivo de bebidas alcoólicas durante as festas, apesar do predomínio masculino no consumo, cada vez mais as mulheres têm ingerido estes tipos de drinks.

Segundo o psicólogo e escritor Alexandre Bez a questão não está no simples ato de beber e sim na quantidade ingerida pelas jovens. “Esse abuso pode alavancar uma série de comportamentos não condizentes com o gênero feminino”, afirma o especialista.

É extremamente necessário que a demanda da consciência alcoólica esteja atualizada, ou seja, saber até onde a mulher pode beber sem extravasar os limites. Para isso, o psicólogo dá algumas dicas de como evitar os efeitos, riscos e as consequências ocasionadas pelos excessos de drinks:

· Se aproximar de estranhos com a maior facilidade, se a pessoa que conheceu alcoolizada não for idônea você pode se meter em uma encrenca, pois sua condição de avaliar estará prejudicada e com isso mais exposta aos riscos;

· Chamar um estranho para dançar, isso pode afastar aquele cara ou suas amigas sóbrias;

· Seus modos e sua compostura vão para o espaço, criando uma falsa imagem a cerca de si mesma. Você vai falar alto, usar outro linguajar, etc;

· Você entrará em diálogos delirantes (induzidos pelo álcool), falando algo totalmente impróprio para a ocasião e assim sabotando a sua noite;

· Aprenda até onde é seu limite de beber com a sua intuição, não o ultrapasse. Nem muito menos aumente a frequência de suas rodadas;

· Um dos grandes problemas em beber é ficar "alterado" e nesta situação você está sujeita a achar que todos são seus amigos, cuidado não aceite nada de estranhos;

· Ficar inconveniente com a sua companhia, alcoolizada poderá manifestar com exagero seu amor próprio, tendo atitudes repetitivas-compulsivas do tipo: eu sou isso ou aquilo, ou ainda tirar 455 selfies;

· Revelar segredos pessoais ou particularidades íntimas sob o efeito do álcool, este inibe a sua censura localizada na mente e chamada Superego;

Homens com depressão são mais propensos a sofrerem mais por não pedirem ajuda.


A depressão é muitas vezes vista como um problema que afeta mais as mulheres. Ironicamente, é esta uma das principais razões para homens que sofrem de depressão não procurarem ajuda. O alerta é feito ao Huffington Post por Amit Anand, um responsável do norte-americano Center for Behavioral Health.

Anand vai mais longe e adianta que esta dificuldade tem impacto não só ao nível do diagnóstico, mas também ao nível do tratamento. Só nos Estados Unidos haverá cerca de seis milhões de homens que, anualmente, sofrem de depressão, segundo números do Instituto Nacional para a Saúde Mental.

Para este especialista entrevistado pelo Huffington Post “é mais provável as mulheres reconhecerem que têm depressão e procurar ajuda”. Determinadas questões culturais estarão na origem desta dificuldade entre os homens. Mas há mais fatores.

O primeiro apontado é ao nível da perceção do problema: alguns dos homens podem não reconhecer os sintomas. A também norte-americana Aliança Nacional para a Doença Mental sugere que a tentativa de suprimir sentimentos de tristeza e de esconder a vontade de chorar ajuda a camuflar o problema. Uma questão que nos leva para outro ponto.

Culturalmente, os homens têm tendência para negar a questão perante outras pessoas: "os homens não pedem direções porque os faz parecer mais fracos”, explica Dean F. MacKinnon, que dá aulas de psiquiatria na Johns Hopkins, em Baltimore. E vai mais longe: os homens também “sofrem mais em silêncio”, além de se tentarem “automedicar”.

Para estes especialistas, estas diferenças na forma de lidar com – e de reconhecer – o problema têm impacto direto no tratamento. Mais do que isso: podem fazer com que, na tentativa de procurar alternativas, em certos casos se acabe por tentar soluções que na verdade não o são, como recorrer ao abuso de substâncias.